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Concreto Protendido: Processo, vantagens e oportunidades

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Concreto Protendido: Processo, vantagens e oportunidades

29 julho, 2016
Por : Instituto IDD
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Conheça melhor o processo por trás do material e as oportunidades disponíveis através da produtividade da estrutura protendida.

 

Em viadutos construídos nas últimas décadas é possível notar os benefícios do concreto protendido. A protensão foi trazida por pesquisadores brasileiros imersos em tecnologias europeias e norte-americanas na década de 1950, com o objetivo de obter maiores vãos por meio da utilização de um sistema estrutural mais robusto.

Diferente do concreto armado, o concreto protendido trabalha a compressão. Isso faz com que ele tenha maior capacidade de resistência aos esforços de tração, já que fica previamente comprimido antes de receber as cargas as quais vai ser submetido. Basicamente, é um processo que aumenta a capacidade de resistência da peça de concreto.

Como ele funciona?

A finalidade da protensão é reagir contra uma ação natural da estrutura. Duas formas de alcançar esse resultado são o tensionamento dos cabos de aço antes da concretagem - pré-tensão - ou depois dela - pós-tensão.

A pré-tensão – ou pré-tração - é um sistema bastante utilizado nas estruturas pré-fabricadas. Todo o processo é feito a partir de um alongamento dos cabos de protensão em uma pista, geralmente de 100 metros de comprimento. O cabo é puxado por um macaco hidráulico e o concreto é lançado em cima do cabo já tensionado. Quando o concreto endurece, são cortadas as extremidades do cabo, que funciona como um elástico. Mas ao invés de voltar para a posição inicial – assim como um elástico faria – o envolvimento do cabo pelo concreto acaba o comprimindo.

Na pós-tensão – ou pós-tração - bastante utilizada em pontes e viadutos, também é feito o tensionamento do concreto antes de ele receber as cargas para qual a peça foi projetada. A diferença é que o aço de protensão é colocado dentro da peça de concreto em um tubo, mantendo o aço isolado. Tudo estando na posição certa, são colocadas ancoragens nas extremidades do aço. E quando o concreto atinge a resistência desejada, é feito o tensionamento do aço com o uso de macacos hidráulicos nas extremidades. Os equipamentos esticam o aço isolado dentro do concreto até a tensão desejada. Ao ser solto o aço realiza uma força de compressão permanente sob o concreto.

O processo de pós-tração segue de duas formas. A primeira é com a utilização de uma bainha metálica, geralmente de grande diâmetro, contendo diversas cordoalhas. Ao fim da primeira parte do processo é injetado uma mistura de água com cimento, por meio de uma bomba especial, dentro do tubo metálico. Essa pasta preenche os vazios que existem entre a bainha e as cordoalhas, concebendo uma operação denominada como pós-tração com aderência posteriormente desenvolvida.

Na segunda hipótese a própria cordoalha vem pronta de fábrica com a graxa e a capa que a protegem contra a corrosão e fazem a vez da bainha metálica. Como no caso anterior, nessa etapa é feito todo o processo de tensionamento do aço. Essa operação é chamada de pós-tensão sem aderência, já que o aço nunca vai aderir ao concreto.

No vídeo do canal do YouTube, Inova Civil, Igor Pinheiro também traz um panorama geral sobre a estrutura protendida.

Vantagens

O concreto protendido permite a obtenção de grandes vãos por suportar uma carga duas vezes maior do que o concreto armado, mesmo considerando a utilização de viga da mesma altura e em uma mesma área de construção. E mesmo em outra configuração, é possível dimensionar a viga protendida com a metade da altura, resultando em uma maior leveza da estrutura.

Eduardo Millen, da Abece, avalia que a protensão só não vale muito a pena em vãos menores, ou em cargas pequenas, pois tem um custo relativamente maior do que o concreto armado. “Mas se a utilização é para vãos maiores, a economia e o rendimento justificam o investimento”, reitera.

Cenário e oportunidades

A Ponte do Galeão, no Rio de Janeiro, foi a primeira obra em concreto protendido nas Américas, e desde lá, o uso dessa tecnologia não parou de crescer. Eduardo Millen afirma que no Brasil o uso desse tipo de armação é bem comum, já que nos últimos anos ele se apresentou como um dos países mais avançados na área de estruturas. E motivos para a adoção em grande escala não faltariam nos mais diversos tipos de construções.

O concreto protendido vem sendo amplamente utilizado em edificações, barragens, pontes e viadutos de todos os tipos, pistas de aeroportos, piscinas, estações de tratamento de esgoto, reservatórios de água, silos, tirantes para contenção provisória ou definitiva, pré-fabricados de concreto, estacas para fundações, postes para redes de energia elétrica, vigotas para laje, pré-lajes, mourões, vigas, telhas, pisos industriais, entre diversas outras possibilidades.

É por isso que o IDD também oferece o curso de Pós-Graduação em Estruturas Protendidas, agora no segundo semestre de 2016: Com o intuito de lançar aperfeiçoamento e preparo para o trabalho com esse material em obras da Engenharia Civil. Conheça mais sobre o curso e entre em contato para viver já o seu futuro profissional.

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Fonte: grandesconstrucoes

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