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Construções famosas e gigantescas, com falhas maiores ainda

  • Construções famosas e gigantescas, com falhas maiores ainda

Construções famosas e gigantescas, com falhas maiores ainda

19 julho, 2016
Por : Instituto IDD
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Construções famosas nem sempre são perfeitas. Saiba dos erros em algumas das maiores delas!

 

Fabulosas construções vêm sendo feitas pelo homem ao longo dos anos. Contudo, é inevitável que obras maravilhosas por vezes, possam conter certas... falhas escondidas em meio a sua beleza. 

Muitas vezes essas falhas não afetam o propósito da obra como um todo, sendo assim, perdoadas. Ainda assim, as construções mais famosas do mundo não estão imunes a erros mais sérios, que podem prejudicar suas funções. Veja alguns desses casos a seguir:

 

1. Acústica zero

O design da Casa de Ópera de Sydney feito pelo arquiteto Jorn Utzon em 1957, foi revolucionário e hoje, se apresenta como um dos símbolos mais fortes de referência à Austrália

Originalmente, o prédio foi planejado para conter um grande salão de ópera e um teatro menor para concertos e peças. Após nove anos de construção, as discussões constantes com o governo conservador sobre os custos da obra fizeram com que Utzon se afastasse do projeto. Foi aí que os arquitetos locais contratados para concluir o trabalho, resolveram inverter as funções do salão e do teatro. O resultado foi um auditório pequeno demais para óperas e um salão musical grande demais para evitar a dissipação musical.

Na época a escolha ainda fez sentido, considerando que a música atraia mais gente que as peças. Mas hoje são claras a falta de espaço para o público e a dificuldade de coordenação das performances para os músicos. Uma pesquisa com artistas, críticos e espectadores classificou o Teatro de Ópera como tendo a pior acústica entre os 20 maiores espaços do tipo no mundo, com o salão de concertos na 18ª posição.

 

2. O prédio com medo de furacões

Localizado no meio da ilha de Manhattan, em Nova York, o Citicorp Center era o sétimo maior arranha-céu construído em 1977. O prédio é reconhecido por seu topo com angulação de 45º e sua base com palafitas - estruturas que lembram as pernas de pau usadas dos artistas circenses - de nove andares de altura.

A estranha estrutura foi construída para se adaptar à presença da igreja luterana de St. Peter, que ocupava um canto do terreno e se recusou a mudar para outro lugar. Para poder apoiar o prédio sobre a outra construção, o engenheiro William LeMessurier usou as palafitas, solução de aparência estranha mas segura, até seu ponto fraco ser descoberto.

Certo dia, a estudante de engenharia Diane Hartley ligou para a companhia de LeMessurier para perguntar sobre segurança do design, temendo que a falta de suporte no canto do prédio o deixasse vulnerável a rajadas de vento. Mesmo garantindo a ela que a estrutura resistiria, o engenheiro passou a ter dúvidas logo que desligou o telefone.

Durante a construção, LeMessurier havia usado parafusos no lugar de soldas para firmar muitas das juntas do prédio, o que normalmente não seria um problema em um edifício normal. Mas revendo os cálculos do Citicorp Center, ele observou que vendavais de 112 km/h ou superiores poderiam sobrecarregar os parafusos e derrubar o arranha-céu.

Com a aproximação da temporada de furações, equipes de reparos de emergência passaram a trabalhar na construção em segredo, durante a noite, soldando todas as juntas. Por sorte, o furacão Ella, que avançava naquela direção, se desviou, dando tempo para a conclusão da reforma em setembro de 1978. Com os jornais em greve na época, a crise só foi revelada perto de 1995.

 

3. O imã de suicidas

A ponte Golden Gate na Baía de São Francisco, surpreendeu ao combinar leveza e resistência para suportar ventos e terremotos. Mas nem por isso teve sua segurança incontestada.

Em 1951, a ponte quase foi destruída quando rajadas de vento de quase 112 km/h a fizeram se retorcer. A estrutura aguentou, mas o acontecido revelou que as treliças protetoras precisavam de suportes laterais para permanecerem estáveis.

Falhas de design mais graves apontaram que a estrutura original permitia que água ficasse acumulada nos pontos onde os cabos verticais encontravam a ponte, problema aumentado pela famosa névoa úmida da Baía de São Francisco. A corrosão era tanta que os cabos de suspensão poderiam ser partidos com apenas uma faca. Os engenheiros tiveram que substituir todos os 500 cabos bem rapidamente.

A terceira falha ficou para o aspecto mais básico. O design original da ponte continha a implantação de grades elevadas para impedir suicídios, mas os construtores decidiram diminui-las na última hora para melhorar a vista. A decisão resultou num ponto perfeito para pessoas que queriam se matar, e mesmo para assassinatos. Desde 1937, as autoridades da cidade recuperaram mais de 1.600 corpos da baía sob a ponte. Finalmente, em 2008 uma rede de aço inoxidável foi estendida na área abaixo das passarelas como uma barreira.

Para que as construções se tornem cada vez mais inteligentes e erros assim, cada vez menores, o IDD oferece o curso de Patologia nas Obras Civis. Com início em 12 de agosto, o curso acontece nas cidades de Americana (SP), Curitiba e Florianópolis. Conheça mais das disciplinas que te ajudarão a evitar o surgimento de patologias precoces, aqui.

E você, conhece outra falha incrivelmente grande em construções? Conte pra gente!

 

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Fonte: megacurioso

Imagens: megacurioso

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