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Dicas para trabalhar com as patologias de lajes

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Dicas para trabalhar com as patologias de lajes

03 agosto, 2016
Por : Instituto IDD
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Entenda um pouco mais sobre a patologia de lajes e o por que a recuperação nem sempre é a melhor solução para resolver os problemas.

Representação de laje de concreto com fissuras (Molodec/Shutterstock.com)

 

Fissuras, manchas ou flechas excessivas, as patologias das lajes são consequência da degradação dos materiais que compõem as estruturas de concreto armado. Segundo Artur Lenz Sartorti, engenheiro civil e coordenador do Núcleo de Tecnologia de Engenharia e Arquitetura do Centro Universitário Adventista de São Paulo (NUTEA/UNASP), esses problemas podem ter origem no projeto estrutural, na execução da estrutura, nos materiais empregados, ou ainda na interação do concreto com agentes externos, como ácidos, sais, gases e umidade.

Sendo assim, o nível de intervenção corretiva depende do grau de comprometimento das lajes. Patologias que afetam a condição estrutural da laje, por exemplo, requerem análises mais minuciosas para a especificação de técnicas e materiais de reparo, mas a recuperação nem sempre é viável. “Em reformas muito dispendiosas, a melhor solução é a demolição da estrutura”, coloca Sartorti.

 

COMO EVITAR PATOLOGIAS

Por estarem sujeitas à ação do tempo, as lajes quase sempre irão manifestar as patologias do concreto. No entanto, é possível evitar ou reduzir problemas associados à concepção da estrutura. Sartorti coloca que “Se os projetos estruturais forem bem estudados, desde sua concepção, passando por uma análise criteriosa e culminando com um detalhamento eficiente e claro, observando as normas técnicas estabelecidas, teremos uma redução da ordem de 50% nas patologias de lajes”.

Além de um projeto estrutural bem elaborado, é necessário que a obra siga as melhores práticas de execução. Pequenos descuidos no preparo do concreto, por exemplo, podem desencadear manifestações patológicas. E é por isso que a supervisão é necessária na hora de assegurar o correto posicionamento das armaduras, verificar se o abatimento do concreto atende à especificação do projeto e se o lançamento do material é realizado adequadamente.

Para quem busca melhorar essas práticas dentro das obras, a norma NBR 6118:2014, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), apresenta os requisitos básicos para projeto de estruturas de concreto simples, armado e protendido.

 

UM POUCO MAIS SOBRE A RECUPERAÇÃO DE LAJES

Identificar o mecanismo que desencadeou o quadro patológico da laje é sem dúvidas, a primeira e etapa para tratar o problema, depois disso, segundo Sartorti, é preciso mão de obra especializada para analisar, reconhecer e propor a solução mais adequada a determinado problema.

“Um estudo pouco acurado da manifestação patológica conduz a tratamentos maquiadores ineficientes que somente escondem o problema real por algum tempo, sendo desmascarados posteriormente”, alerta o engenheiro.

Manchas na laje por exemplo, podem surgir devido a fungos, lixiviação e umidade, resultado de infiltrações na estrutura porosa do concreto. Problema que pode ser resolvido por meio da técnica da impermeabilização corretiva. Já as fissuras podem ter variados causadores, incluindo sobrecarga acima do previsto no cálculo estrutural, ancoragem insuficiente da armadura, espessura inadequada do concreto, excesso de calor de hidratação, quantidade excessiva de água na mistura, cura ineficiente, entre outros. E assim, o diagnóstico requer análise aprofundada de profissionais especializados.

 

E PATOLOGIAS DE LAJES PRÉ-MOLDADAS?

Em lajes alveolares pré-fabricadas em concreto protendido, os principais problemas correspondem a fissuras. Fabrício Martins Silva, consultor em pré-fabricados pela FCTEC Engenharia, revela que 80% das recusas por esse produto são devido à natureza dessa patologia.

As principais causas das fissuras nos pré-moldados estão associadas a falhas no processo de produção, cura, manuseio e acondicionamento das peças. Estas podem ser identificadas antes da desprotensão das pistas ou após a desforma e estoque das peças.

Lajes pré-moldadas fissuradas representam grande risco pela possibilidade de fraturamento já no momento da montagem. Por isso a importância de uma boa inspeção da qualidade das peças durante o processo de produção, estoque e expedição.

Como o custo de produção de uma nova peça é menor do que o custo de reparo, o processo de recuperação deste tipo de laje tem pouca demanda. O consultor coloca que o que normalmente é feito, é o reaproveitamento de uma laje fissurada para fazer novas lajes de menor seção, diminuindo assim a quantidade de perdas.

A norma NBR 14859, sobre lajes pré-fabricadas, também traz um pouco mais sobre definições técnicas e a aplicabilidade do material.

No texto da aecweb, temos várias dicas de profissionais sobre como começar a lidar com certos tipos de patologias, mas e você, o que faz para se aprofundar na área que lança a cada dia, uma grande demanda por especialistas no Brasil? O IDD já é veterano na oferta do curso de Patologia nas Obras Civis, que ganha mais uma turma agora em agosto. Saiba mais e venha viver a sua especialização já!

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Fonte: aecweb

Imagem:  aecweb

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