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Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, tem cobertura metálica móvel

  • Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, tem cobertura metálica móvel

Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, tem cobertura metálica móvel

05 julho, 2016
Por : Instituto IDD
Comentários : 2

Edifício tem estrutura dinâmica que se movimenta automaticamente durante o dia para buscar a luz do sol e produzir energia.

Concebido pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o Museu do Amanhã apresenta uma estrutura de concreto com formato curvilíneo único e uma cobertura metálica com balanços de 70 m e 65 m.

O museu faz parte do Programa Porto Maravilha, projeto da Prefeitura do Rio de Janeiro de revitalização da região portuária. Incorporado ao Programa em 2009, o Museu foi realocado para um ponto privilegiado: um píer cercado de água em frente à Praça Mauá.

Além da equipe do arquiteto espanhol, o escritório brasileiro Ruy Rezende Arquitetura participou detalhando e gerenciando o projeto, além de mais 33 escritórios realizando assessoria e projetos complementares, e outros 20 desenvolvendo a museografia. "São muitas disciplinas, é um museu muito tecnológico, com automação que tem que funcionar perfeitamente. A compatibilização foi complexa, e por isso o projeto foi desenvolvido em BIM", conta Fabíola Amaral, arquiteta da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), complementando ainda que, mesmo luminárias embutidas no concreto precisaram ser detalhadas com precisão. “Não podia errar, porque não poderia quebrar o concreto”.

Mas o grande destaque arquitetônico do projeto ficou para a cobertura. O projetista Flavio D Alambert, da Projeto Alpha Engenharia de Estruturas, explica que a estrutura metálica tem mais de 330 m de comprimento e é ancorada somente em dois pontos fixos - os demais apoios permitem deslocamentos horizontais, evitando a introdução de esforços devido ao trabalho de dilatação do conjunto. Assim, as asas metálicas na cobertura são móveis, e a própria cobertura flui sobre a estrutura, criando dois balanços, um de 65 m outro de 70 m, que sombreiam a edificação.

Para executar esses balanços e vãos com poucos apoios, além dos elementos mecânicos incorporados, foi necessário voltar a especificação do material para o aço. "São 1,2 mil t de partes móveis girando durante o dia, conforme a orientação solar", explica André Pestana, da Martifer, responsável pela fabricação e montagem da cobertura e caixilhos.

A estrutura principal - veio da cobertura - contém 48 asas, cada uma tendo de 20 a 30 aletas, que carregam em sua face superior os painéis fotovoltaicos. "Nesse veio é montado o sistema de macacos hidráulicos, cerca de 200, que fazem girar por W11 sistema mecânico e elétricoautomatizado", explica Pestana. As aletas giram em torno de dois eixos para acompanhar o posicionamento do sol e otimizar a captação. Ao todo, são 5.492 unidades de painéis de células fotovoltaicas divididos em 24 módulos, que produzem 247,9 MWh/ano

Para permitir menor absorção do calor, a estrutura metálica também foi pintada de branco. "Com o revestimento térmico, seu desempenho se compara ao já consagrado uso de telhas de aço em grandes coberturas", afirma Flavio D Alamber.

Confira mais imagens aqui:

 

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Fonte: techne

iengenharia

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  1. Luiz C. D. Garcia 06 de julho, 2016 - 18h59

    O Rio continuará mais lindo !
    ArquiSantiago RIO !
    Viva el compatriota !

    Deixe sua resposta
  2. allan 06 de julho, 2016 - 08h30

    lindíssimo, espero poder ir vê-lo pessoalmente, parabéns a todos!!!

    Deixe sua resposta
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