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Torre de Pisa: diagnóstico

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Torre de Pisa: diagnóstico

12 outubro, 2016
Por : Instituto IDD
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Os maiores segredos para o trabalho nas áreas de Manifestações Patológicas e Avaliações na Engenharia, podem estar nessa construção!

Umas das construções mais conhecidas de todos os tempos, a Torre de Pisa, na Itália, sobreviveu por todos esses séculos com seu projeto perigosamente inclinado!

Começada em 1173, a obra foi parada por várias vezes devido a guerras, falta de dinheiro e principalmente, pelo início de sua inclinação para o sul. O projeto foi finalizado apenas no século 14, após muitas pausas para que engenheiros confabulassem sobre soluções para corrigir o problema. Ele não foi corrigido de todo, mas as medidas tomadas fizeram com que a torre nunca desabasse, mesmo com seu design perigosamente diferente. 

A Torre de Pisa é na verdade um Campanário, fazendo parte de um complexo que engloba a Catedral Campo dei Miracoli, um batistério e um cemitério. Até hoje não se conhece a real identidade dos arquitetos e engenheiros responsáveis pela construção que soma 55,86 metros de altura na face mais baixa e 56,70 na mais alta, mas é certo a troca de lideranças durante as três principais fases da construção.

Grandes erros, e pequenos também!

A torre começou a se inclinar em 1178 quando a construção estava apenas no seu terceiro pavimento, longe do oitavo e último do projeto. Os problemas? O solo mal consolidado e instável abaixo dela, assim como as falhas na sua fundação, não estavam apenas inclinando, mas fazendo com que a torre "caísse" entre 1 e 2 milímetros por ano.

A primeira solução pensada foi aumentar a altura dos arcos e das colunas dos pavimentos superiores do lado da inclinação - e diminuir a altura dos pavimentos do lado oposto - "compensando" assim o ângulo de inclinação. Esse e outra série de projetos mal elaborados pelos próximos 800 anos apenas pioraram o problema, e a torre se inclinou ainda mais.

Foi por pouco!

O pior ângulo a que a estrutura chegou foi os seus 5,5 graus para o sul, já bem mais atualmente, em 1990. Cálculos apontavam que a estrutura deveria ter entrado em colapso ao alcançar os 5,44 graus. Projeto de sorte, ele aguentou o suficiente para que engenheiros conseguissem a sua estabilização!

Depois de tantos séculos, os sinos do campanário foram retirados para diminuir o peso da torre, e a estrutura foi ancorada por cabos ao redor do terceiro pavimento. Lingotes de chumbo de 900 toneladas foram colocados na lateral norte como contrapeso, 40 metros cúbicos de terra sob a construção foram retirados e a solução foi "puxar" a torre para um ângulo mais seguro.

Mistério solucionado e vida longa à Torre!

Foi com essa ação que o mistério da torre inclinada foi completamente desvendado. Além de ser construída sobre uma fundação inadequada - que aliás tinha apenas 3 metros de espessura - o projeto foi feito sobre uma camada freática cujo nível variava durante as estações chuvosas. Era essa variação que causava uma elevação no lado norte da torre e, consequentemente, sua inclinação para o sul.

Como parte do projeto de restauração da edificação, em 2001 foram removidos quase 80 toneladas de terra a sua volta e a torre foi declarada estabilizada. Ao instalarem um sistema de drenagem para eliminar o problema com a variação do nível freático, os engenheiros também garantiram pelo menos outros 200 anos de vida para a estrutura. E desde 2009, nenhum outro movimento foi detectado na torre

Para quem está procurando entender mais sobre soluções para tipos de manifestações patológicas ou ir mais fundo na área da engenharia de avaliações, a Torre de Pisa é um ótimo caso a se estudar, e o Instituto IDD, o lugar certo para impulsionar o seu estudo. Cursos de pós-graduação nas áreas já estão abertos para inscrições e você pode visualizar as oportunidades junto com a gente aqui!

Vem fazer parte dessa experiência também!

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Fonte: Informações do megacurioso

Imagens: shutterstock  | italyxp | touristidea

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